Segundo o restaurador e artista plástico Jefferson Campelo, responsável pelo restauro da barca que leva a santa, a obra iniciou ano passado. “Foi retirada toda a pintura que não era original por meio da prospecção e foi feito o douramento da peça, que é de 1995. Ela veio do Peru e é toda folheada a ouro”, explicou.
Atualmente, o artista está trabalhando na restauração completa da imagem de Nossa Senhora da Imaculada Conceição que fica no altar da Catedral de Manaus. A imagem, sem data de criação, veio da Espanha na segunda metade do século 19.
“Quando fizeram a primeira restauração, só mexeram na parte de cima da imagem, mas não na base. Antes de iniciar o processo de restauro, nós fizemos uma avaliação, testes de homogeneidade, de conservantes, entre outros. Depois fizemos uma higienização completa na peça, antes de começar a mexer”, disse Campelo.
Após finalizar o trabalho na Nossa Senhora da Imaculada Conceição, o artista começará o procedimento de restauração de outras imagens presentes na Catedral, entre elas de Santa Teresinha do Menino Jesus, Nossa Senhora do Carmo, Nossa Senhora das Dores e São João Batista. “Restauração não é uma reforma. Na reforma se pinta por cima da imagem, na restauração se volta ao original da peça”, explicou.
De acordo com padre Charles Cunha, pároco da igreja, a prefeitura ajudou na pintura das paredes externas e internas da Catedral de Manaus. “A ajuda não contemplou o restauro das imagens. Toda a campanha de revitalização artística da Catedral está sendo paga pelos fiéis. O forro e o piso foram restaurados com essas doações. O que pedimos é que a prioridade hoje seja a restauração da Praça da Matriz”, afirmou.
Ajuda
Segundo o pároco da Catedral Metropolitana de Manaus, todas as doações feitas pelos fiéis durante o festejo de Nossa Senhora da Imaculada Conceição serão destinadas aos cristãos perseguidos na Síria e no Iraque.
Imagem salva do incêndio da Matriz
Imagem da Nossa Senhora da Imaculada Conceição mais antiga do Amazonas, do período colonial. Ela foi trazida pelos padres carmelitas em 1695, ficando na primeira capela construída na cidade, ao lado do Forte de São José. A santa foi salva do incêndio que destruiu a Matriz em 1850, onde atualmente é a Praça Nove de Novembro, no Centro. A imagem está atualmente no Museu da Catedral de Manaus.







